terça-feira, 16 de agosto de 2011

Querença, Algarve, Portugal.





QUERENÇA

Querença é uma freguesia portuguesa do concelho de Loulé, com 37,18 km² de área e 788 habitantes (2001). Densidade: 21,2 hab/km². Toda a sua área está inserida na Rede Natura 2000.

Querença situa-se num monte que dá o nome à freguesia, que já pode caracterizar-se pela transição entre o Barrocal e a Serra. As casas descem pela encosta em todas as direcções, situando-se no alto a Igreja Nossa Senhora da Assunção, também conhecida pela Igreja Matriz. A Aldeia é conhecida pela sua destilação do medronho e o chouriço, para além de outras tipicidades. A Festa das Chouriças constitui um dos pontos mais altos das festividades que,se realizam anualmente, no mês de Janeiro (3º. Domingo).

Na freguesia encontramos:

  • Uma gastronomia típica, preservada pelos restaurantes locais. São pratos típicos de Querença, entre outros, a Galinha Cerejada, o Galo de Cabidela e o Xerém (as papas do milho, tradicional do Algarve).
  • Artesãos, trabalhando, principalmente, em palma (empreita), cana (cestaria) e bonecos de tecidos (D. Filipa Faísca);
  • Licores artesanais, sendo produzidos em mais de 16 variedades.
  • Mel, com origem na maior variedade de flores da bacia mediterrânica.

Outras atrações turísticas são:

  • Os vales das Mercês e da Benémola, este inserido numa área, em via de classificação de Monumento Natural, anteriormente "área protegida da Fonte da Benémola".
  • Riquíssima flora mediterrânica.
  • Fontes tradicionais.
  • Passeios temáticos (pedonais).

Em 1997 a área da freguesia de Querença foi reduzida em virtude da criação institucional da nova Freguesia da Tôr.

Fotografias Zito Colaço

sábado, 4 de junho de 2011

Orn Spirit tocam na Quinta da Regaleira em Sintra.

QUINTA DA REGALEIRA, SINTRA.

A imaginação destas duas personalidades invulgares concebeu, por um lado, o somatório revivalista das mais variadas correntes artísticas - com particular destaque para o gótico, o manuelino e a renascença - e, por outro, a glorificação da história nacional influenciada pelas tradições míticas e esotéricas.

A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio dos Milhões, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a espiritualidade cristã na Capela da Santíssima Trindade, que nos permite descermos à cripta onde se recorda com emoção o simbolismo e a presença do além. Há ainda um fabuloso conjunto de torreões que nos oferecem paisagens deslumbrantes, recantos estranhos feitos de lenda e saudade, vivendas apalaçadas de gosto requintado, terraços dispostos para apreciação do mundo celeste.

A culminar a visita à Quinta da Regaleira, há que invocar a aventura dos cavaleiros Templários, ou os ideais dos mestres da maçonaria, para descer ao monumental poço iniciático por uma imensa escadaria em espiral. E, lá no fundo com os pés assentes numa estrela de oito pontas, é como se estivéssemos imerses no ventre da Terra-Mãe. Depois, só nos resta atravessar as trevas das grutas labirínticas, até ganharmos a luz, reflectida em lagos surpreendentes.


Fotografia Zito Colaço

domingo, 15 de maio de 2011

A Crise Portuguesa.


O sociólogo e filosofo francês, Jaques Amaury, professor na Universidade de Estrasburgo, publicou recentemente um estudo sobre "A crise Portuguesa". Aqui fica um cheirinho e.... que cheiro... "Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua hist...ória que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais. Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem - se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união. Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou a esmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo. Os dinheiros foram encaminhados para auto estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições publico - privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração publica, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre. A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando - se num enorme peso bruto e parasitário. Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram - se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país. Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) que está no Governo e o PSD (Partido Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado. Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem publica, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade. À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio. Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) vilipendiado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das realidades actuais. Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré - fabricada não encontra novos instrumentos. Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países. Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres. A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e Tv oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória. Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia. Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios."

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Orn Spirit no Teatro Casa da Comédia.






ORN SIPRIT
O Espírito e a Dança das Árvores. A música dos Sarithin

Música para sentir, música para meditar. Entra na clareira e ouve a conversa das árvores, aprende a sua dança e inspira a sua sabedoria. Orn Spirit apresenta o Espírito das Árvores e a entrada em Galadhrimbe e na Tradição Primordial.

O Povo das Árvores apresenta um concerto meditativo através do projecto Orn Spirit – O Espírito das Árvores. Utilizando diversos instrumentos e ambientes de todo o mundo recriam através de música profunda e sentida, a entrada na clareira do Bosque das Cinco Árvores, o verdadeiro Regresso a Casa, o retorno à natureza e ao Som Primordial, às primeiras músicas e os primeiros seres do nosso planeta.

Através de músicas tocadas ao vivo, com muita improvisação e sentimento, é um espectáculo que pode ser vivido e experienciado como se entender: dançando, saltando, exorcizando, meditando ou, porque não, sonhando.


Ficha Técnica:

Instrumentos – Didgeridoo, Tilinko, Flauta de Cana, Tin Whisle, Tampura, Saz Baglama, Guitarra, Percussões e Ambients

Fotografias Zito Colaço

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

MODA - NOVAS TENDÊNCIAS (parte 1).

NOVAS TENDÊNCIAS EM LISBOA.

Acredito que este post será mais um incentivo para o meu colega e amigo Artur Lourenço, continuar a levar grandes fotografias para casa de todos aqueles que vivem e trabalham em Lisboa.
Obrigado Artur e, que venha daí esse grande livro.

DIÁRIO DE LISBOA - THE LISBON DIARY
(Pessoas,locais e estilo de vida em Lisboa. People,places and life Style in Lisbon)
Para ver em : http://lisboadiarios.blogspot.com/

Fotografia Zito Colaço
Continua no Post anterior (Mensagens antigas).

MODA - NOVAS TENDÊNCIAS (Parte 2).





Fotografias Zito Colaço

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quotidianos que se fazem de travessias





Cerca de 19 milhões de pessoas apanham anualmente o barco que liga as duas margens do rio Tejo. Chegam cedo ao cais de embarque. Aguardam afoitas o abrir da cancela. O relógio marca o compasso. Tique-taque-tique-taque.
Já instaladas, entregam-se momentaneamente à descontracção. Durante instantes é permitido fechar os olhos. Sentir o sol na cara. Alguns põem a leitura em dia, outros deixam-se simplesmente ir. Nada há a fazer a não ser esperar que o barco atraque, sabendo já que, quando este chegar, recomeça a correria. É preciso fazer o passadiço. Sair da estação. Chegar ao trabalho a horas, picar o ponto. Ao barco já só se voltará ao entardecer. A acalmia fugaz do rio fica adiada por horas. À espera do regresso. Depois de um dia de trabalho, o ambiente a bordo é outro. Trocam-se mensagens, fala-se com a família, planeia-se o jantar, pensa-se na roupa que ainda está por passar. Amanhã, o barco voltará a ser pisado pelos mesmos sapatos. Vez e vez sem conta. 19 milhões de pessoas atravessam o rio Tejo de barco por ano. 38 milhões de pés.

Texto Sandra Gonçalves
Fotografias Zito Colaço

domingo, 23 de janeiro de 2011

"Seis anos de bonecas penduradas e mortas no chão".






"LAGOA DA MORTE".
Situada entre Vale de Milhaços e St.Marta de Corroios, no concelho do Seixal, esta lagoa serve de depósito de materiais altamente poluentes(nafta, óleo, entulho doméstico e industrial, entre outros), afectando assim toda a vida animal envolvente. Esses materiais comprometem, em muito, a saúde pública, visto estar ali presente, igualmente, um aquífero.
Desde já, o registo.

Fotografias Zito Colaço

sábado, 22 de janeiro de 2011

ORN SPIRIT (en)cantam na ESPIRAL.





ORN SIPRIT
O Espírito e a Dança das Árvores. A música dos Sarithin

Música para sentir, música para meditar. Entra na clareira e ouve a conversa das árvores, aprende a sua dança e inspira a sua sabedoria. Orn Spirit apresenta o Espírito das Árvores e a entrada em Galadhrimbe e na Tradição Primordial.

O Povo das Árvores apresenta um concerto meditativo através do projecto Orn Spirit – O Espírito das Árvores. Utilizando diversos instrumentos e ambientes de todo o mundo recriam através de música profunda e sentida, a entrada na clareira do Bosque das Cinco Árvores, o verdadeiro Regresso a Casa, o retorno à natureza e ao Som Primordial, às primeiras músicas e os primeiros seres do nosso planeta.

Através de músicas tocadas ao vivo, com muita improvisação e sentimento, é um espectáculo que pode ser vivido e experienciado como se entender: dançando, saltando, exorcizando, meditando ou, porque não, sonhando.


Ficha Técnica:

Instrumentos – Didgeridoo, Tilinko, Flauta de Cana, Tin Whisle, Tampura, Saz Baglama, Guitarra, Percussões e Ambients

Fotografias Zito Colaço

terça-feira, 2 de novembro de 2010

“O mundo só pode ser melhor do que até aqui, quando conseguires fazer mais pelos outros que por ti.” (Poeta Aleixo).






PROTEGER AS CRIANÇAS DA VIOLÊNCIA


É urgente agir na prevenção das causas que têm contribuído para a agressão física e moral das nossas crianças. As crianças esperam dos adultos testemunhos de vida, que as ajude a edificar alicerces onde possa assentar o seu desenvolvimento físico e intelectual, onde os pilares do amor, da justiça, da fraternidade e da cidadania sejam pontes da nova sociedade que queremos construir. Mas há quem teime em desprezar estes valores e aposte na violência infantil, na guerra, na escravatura de crianças, no trabalho infantil e na mutilação de futuros homens e mulheres, que ficarão com uma visão do mundo marcada pela violência, o salve-se quem poder, a linguagem do terror, do roubo, da droga e da morte.

Hoje morrer de acidente, atentado, assalto à mão armada, assassinato, rixas, passou a ser tão banal para as nossas crianças, como um jogo de computador, que elas mesmas manobram, com desenhos tão semelhantes como os da pessoa humana, que acabam por achar que tudo o que lhes é mostrado pela TV são mais uns joguitos de guerra onde ninguém morre, porque daí a pouco os mortos voltam novamente à acção manipulada pelos teclas do computador.

Mas as crianças estão cheias deste mundo de ilusões e sofrimentos. Elas precisam que nós adultos testemunhos vivos de vida em fraternidade, exemplos de uma cidadania participativa, onde os direitos humanos são respeitados e defendidos. O mundo está farto de palavras ocas. Os valores da solidariedade e da paz têm que ser cada vez mais cultivados na família, na escola, no trabalho e na vida social. “

Fotografias Zito Colaço
Mil obrigados, India.